A Inteligência Artificial já deixou de ser apenas um sistema de perguntas e respostas. No varejo supermercadista, ela começa a assumir um papel mais ativo, indo além da informação e passando a participar da execução, antecipação de problemas e apoio direto à gestão.
O varejo sempre foi rico em dados, mas transformar essas informações em decisões rápidas ainda é um desafio. Relatórios complexos, análises manuais e o tempo necessário para interpretar cenários acabam limitando a agilidade da operação.
Nesse contexto, os assistentes virtuais surgiram como um primeiro avanço relevante. No Grupo Telecon, esse movimento começou a ser explorado com o Tel, um assistente utilizado de forma experimental em alguns clientes. Ele atua como um especialista em processos do supermercado, permitindo que usuários tirem dúvidas por meio de diálogos em linguagem natural, reduzindo a necessidade de suporte técnico e tornando a operação mais ágil.
No entanto, o movimento atual vai além. A IA está deixando de ser apenas assistente para se tornar cada vez mais executora, apoiando tarefas, automatizando rotinas e atuando de forma proativa. Esse avanço já vem sendo incorporado pelo Grupo Telecon em seus processos internos, elevando a agilidade, a consistência e a qualidade das decisões.
Com esse direcionamento, o Grupo Telecon segue evoluindo a aplicação desse conceito no varejo. O Tel está sendo preparado para um novo nível, com consultas ao banco de dados, geração de relatórios em PDF e Excel, pesquisas de mercado, apoio na interpretação dos dados da operação e agendamento de relatórios periódicos, definidos com o próprio assistente.
Esse conceito já foi validado na prática dentro do projeto Rastreabilidade, que rendeu ao Grupo Telecon o prêmio da GS1. Nesse contexto, o agente Previne AI, integrado ao WhatsApp, atua diretamente no apoio à operação: realiza leitura de QR Codes de produtos embalados, responde dúvidas sobre os itens, conduz o processo de inventário e gera alertas sobre produtos vencidos ou próximos do vencimento, além de apoiar a previsão de abastecimento da gôndola, sempre com foco em uma atuação preventiva.
O impacto é direto: mais agilidade, redução de perdas e decisões mais assertivas. O gestor passa a focar no estratégico, enquanto a IA assume atividades repetitivas.
O futuro do varejo não está apenas em ter informação, mas em contar com agentes inteligentes atuando ao lado da gestão. E essa transformação já está em movimento, com impactos cada vez mais presentes no dia a dia do varejo.
Rodrigo Goulart da Rosa
Analista de Sistemas e Soluções com IA